Português — língua oral
- Tipo de unidade lexical
- Palavra
Pronúncias e variações
- /ˈli.bɾas/ Fonológico / / · principal
Libras, acrônimo de Língua Brasileira de Sinais, é uma língua natural de modalidade visual-espacial utilizada principalmente por comunidades surdas do Brasil. Possui estrutura linguística própria e permite a produção e a compreensão de enunciados por meio da articulação das mãos e do corpo, das expressões não manuais e do uso linguisticamente organizado do espaço. A Libras constitui uma língua independente do português: possui organização fonológica, morfológica, sintática, semântica e pragmática própria e não corresponde a uma simples representação gestual ou tradução palavra por palavra da língua portuguesa. Assim como outras línguas naturais, apresenta variação linguística, incluindo diferenças regionais, sociais, geracionais e lexicais entre seus usuários. Sua formação histórica está relacionada às comunidades surdas brasileiras e ao desenvolvimento da educação de surdos no país. A partir da segunda metade do século XIX, houve contato entre formas de sinalização já empregadas no Brasil e a língua de sinais trazida pelo professor surdo francês Ernest Huet para a instituição que atualmente corresponde ao Instituto Nacional de Educação de Surdos. A Língua de Sinais Francesa exerceu influência histórica sobre a Libras, sem que isso signifique que a Libras atual seja simplesmente uma reprodução daquela língua. Em 24 de abril de 2002, a Lei nº 10.436 reconheceu a Libras como meio legal de comunicação e expressão e a descreveu juridicamente como um sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, oriundo de comunidades de pessoas surdas do Brasil. A lei foi regulamentada pelo Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005.
Acrônimo de Língua Brasileira de Sinais, formado a partir de elementos dessa denominação. A forma Libras foi consolidada no movimento social surdo brasileiro e aprovada pela Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis) em 1993. Antes e paralelamente a ela, foram empregadas denominações como Língua de Sinais dos Centros Urbanos Brasileiros (LSCB) e Língua de Sinais Brasileira (LSB). A forma Libras tornou-se amplamente difundida nas comunidades surdas e posteriormente foi incorporada à legislação brasileira.
BRASIL. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais — Libras e dá outras providências.
https://legis.senado.gov.br/norma/552312/publicacao/15716310
BRASIL. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei nº 10.436/2002.
https://legis.senado.gov.br/norma/566431/publicacao/15727237
QUADROS, Ronice Müller de. Efeitos de modalidade de língua: as línguas de sinais. ETD — Educação Temática Digital, v. 7, n. 2, p. 168–178.
https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/801
IPHAN — Inventário Nacional da Diversidade Linguística — Libras.
https://indl.iphan.gov.br/identificacao-e-caracterizacao-da-lingua-referencia/libras/
IPHAN — Inventário Nacional da Diversidade Linguística — Comunidade linguística da Libras.
https://indl.iphan.gov.br/comunidade-linguistica/comunidade-linguistica-lingua-libras/
PRIBERAM — libras.
https://dicionario.priberam.org/libras
UFES — Círculo de Estudos Indisciplinares com Línguas de Sinais — Língua brasileira de sinais (Libras): 20 anos de seu reconhecimento legal.
https://ceilis.ufes.br/node/55
QUADROS, Ronice Müller de; SEGALA, Rimar Romano. Tradução intermodal, intersemiótica e interlinguística de textos escritos em Português para a Libras oral. Cadernos de Tradução, 2015.
https://periodicos.ufsc.br/index.php/traducao/article/view/2175-7968.2015v35nesp2p354
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS. Pesquisa sobre formas gráficas e denominações de Libras.
https://repositorio.ufscar.br/bitstreams/af1527a2-220b-4d47-87e9-0a81b0f27ee6/download